Os 25 policiais militares do 28º Batalhão de Polícia Militar (Volta Redonda), detidos no início desse mês pelas operações Sideros e Confinados e Corruptus, vão responder por seus crimes na justiça comum, não na militar como é de praxe. Eles foram detidos em um processo que reuniu mais de 650 agente das polícias Federal, Militar e Ministério Público.

Os PMs suspeitos foram acusados de extorquir dinheiro de traficantes para que eles não fossem presos e suas drogas liberadas pelos próprios agentes. O valor da propina variava entre R$ 500 e R$ 10 mil, caso quantidade de entorpecentes e armas fosse muito grande.

Em gravações telefônicas feitas com autorização da Justiça, um policial ficou irritado porque pediu R$ 5 mil aos traficantes para libertar um preso em flagrante, e os bandidos ofereceram bem menos.

Os policiais foram indiciados por organização criminosa armada, roubo, corrupção e tráfico de drogas. Os policiais estão sendo mantidos no Batalhão Prisional da PM de Niterói, na Região Metropolitana do Rio.

Sete PMs continuam foragidos. Além dos policiais, foram presos também 57 suspeitos de tráfico de drogas, que no Complexo Penitenciário de Gericiono, no Rio, e na Cadeia Pública de Volta Redonda, onde estão à disposição da Justiça estadual. O comandante do 28 BPM (Volta Redonda), tenente-coronel Cezar Veras, garantiu que nenhum dos PMs detidos, era oficial.

Perícia

Durante as operações, a polícia apreendeu munição e drogas na casa de um PM e o equivalente a R$ 30 mil em moeda da Venezuela, na casa da mulher de um traficante. O material está sendo periciado no Instituto de Criminalística Carlos Éboli, no Rio.

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