BRASÍLIA – O ministro Luiz Edson Fachin foi sorteado na quinta-feira, 2, novo relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal e deu início ao trabalho de transição para receber em seu gabinete os casos relacionados à operação. A função era desempenhada desde o início da investigação, em 2014, pelo ministro Teori Zavascki, morto em um desastre aéreo no último dia 19. Fachin divulgou uma nota na qual se comprometeu a agir com celeridade, transparência, prudência e responsabilidade, em homenagem a Teori.

Fachin vai herdar de imediato ao menos 37 inquéritos e três ações penais da Lava Jato que estavam no gabinete de Teori e ficarão sob sua relatoria na Corte. Dentre as acusações formais ainda não julgadas, ele terá que decidir sobre a denúncia mais antiga da operação, apresentada contra o ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTC-AL) em 20 de agosto de 2015 e que conta com 278 páginas. Ao todo, no Supremo são 109 alvos, sendo 42 parlamentares.

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