Ex-deputado federal foi condenado a seis anos de prisão em regime inicial fechado.

O juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos em primeira instância da Lava-Jato, condenou por lavagem de dinheiro o ex-deputado André Vargas, o irmão dele, Leon Vargas, o empresário Marcelo Simões e a ex-contadora de Alberto Youssef, Meire Pozza.

A sentença foi proferida na sexta-feira (17). De acordo com Moro, eles ocultaram quase R$ 2,4 milhões, originados de crimes em contrato entre a Caixa Econômica Federal e a empresa IT7 Sistemas.

Veja abaixo a quanto tempo e qual tipo de regime cada um foi condenado:

  • André Vargas foi condenado a seis anos de prisão em regime inicial fechado.
  • Leon Vargas foi condenado a cinco anos de prisão em regime inicial semiaberto.
  • Marcelo Simões foi condenado a cinco anos e quatro meses, em regime inicial fechado.
  • Meire Poza foi condenada a dois anos e três meses de prisão em regime inicial aberto. Porém a pena foi substituída por prestação de serviços e multa.

Vargas foi preso na 11ª fase da Operação Lava Jato, em abril de 2015, e, atualmente, está no Complexo-Médico Penal (CMP) em Pinhais, na Região de Curitiba. O irmão dele está preso no mesmo lugar, desde fevereiro desde ano.

As denúncias

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a empresa de Simões – especializada em sistemas de informática – foi contratada pela Caixa Econômica Federal (CEF), com contrato no valor de R$ 71 milhões, por meio de notas fiscais fictícias, elaboradas por empresas ligadas a Meire, para lavagem de dinheiro.

O provável, dizem os procuradores, é que o contrato com a CEF tenha sido feito por meio de fraude em licitação. A denúncia cita a ausência de justificativas e especificações necessárias à licitação nos documentos usados para a contratação dos serviços.

O crime foi praticado mediante corrupção de agentes da Caixa e de Vargas, ainda segundo o MPF, “com o fim de ocultar e dissimular a natureza, origem, movimentação e propriedade dos valores provenientes dos crimes de corrupção”.

Vargas, diz o MPF, usou seu poder de deputado federal, com trânsito político na CEF, para viabilizar a contratação da empresa de Simões por meio de um ofício. Ele teve vantagem em dinheiro em troca, conforme a denúncia. Para fazê-lo, utilizou-se dos serviços prestados por Meire.

Fonte: G1 Paraná

Foto: Rede Globo

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