Empresa diz que vai recorrer da decisão.

A poderosa indústria química e do agronegócio, a companhia Monsato, foi condenada a indenizar o jardineiro Dewayne Johnson em US$ 289 milhões (R$ 1,1 bilhão). O homem afirma que adquiriu sua doença por culpa de herbicidas da empresa.

Um tribunal do júri na Califórnia considerou que a Monsanto sabia que seus herbicidas “Roundup” e “RangerPro”, eram perigosos e falhou em alertar os consumidores. A Bayer AG, empresa farmacêutica dona da Monsanto, nega que a substância seja cancerígena.

Em 2014, o jardineiro foi diagnosticado com um linfoma. Seus advogados afirmam que ele utilizava do agrotóxico “RangerPro”, em seu emprego.

Os jurados decidiram na última sexta-feira (10), após oito semanas de julgamento, que os herbicidas contribuíram “substancialmente” para a doença de Johnson e que a empresa estava mal-intencionada.

Brent Wisner, advogado de Dewayne Johnson, disse que o veredito do júri confirma o fato de que as evidências contra os agrotóxicos são enormes. “Quando você está certo, é muito fácil ganhar”, declarou o advogado.

Após o martelo ser batido, a Monsanto por meio de uma nota divulga, diz que vai defender vigorosamente seu produto, que tem um histórico de 40 anos de uso seguro. “A decisão de hoje não muda o fato de que mais de 800 estudos científicos e conclusões da Agência de Proteção Ambiental dos EUA, do Instituto Nacional de Saúde dos EUA e de agências regulatórias ao redor do mundo, baseiam a conclusão de que o glifosato não causa câncer, e não causou o câncer de Johnson”, disse a empresa.

A polêmica a respeito do uso do glifosato vai muito além do julgamento entre a Monsanto e o jardineiro Dewayne Johnson.

A substância é o herbicida mais comum do planeta. Em 2015, a Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer, parte da Organização Mundial de Saúde, declarou que o glifosato era possivelmente cancerígeno. Entretanto, a Agência Ambiental Americana segue confirmando que o glifosato é seguro quando usado da maneira correta. Alguns democratas chegaram a pedir que o Departamento de Justiça investigue um suposto conluio entre funcionário do governo e a Monsanto.

Na Europa, Emmanuel Macron, presidente da França, quer banir a substância mesmo com a residência do Legislativo e com o fato de que a Comissão Europeia renovou por mais 5 anos a permissão para que o herbicida possa ser usado na União Europeia.

Fonte: G1

Créditos das Imagens: G1 e Euronews

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