Polícia só abre inquérito para investigar um a cada 23 roubos registrados

Um levantamento com base nos dados obtidos  junto à Polícia Civil, revela que só 4% dos roubos registrados no estado, de janeiro de 2015 a agosto de 2018, levaram à abertura de inquéritos policiais. No período, aconteceram 745.901 roubos no Rio, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP). Só 31.682 deram origem a inquéritos  que podem ter sido abertos após prisões em flagrante ou a partir de determinação dos delegados. É como se apenas um em cada 23 roubos no estado fosse apurado de fato.

Desde 2015, vem diminuindo ano a ano a proporção de inquéritos abertos em relação ao total de roubos. Há três anos, 5,6% geraram inquéritos. Em 2016, foram 4,1%. Em 2017, 3,8%. De janeiro a outubro deste ano, a relação caiu para 3,7%. Total de 5.932 inquéritos para 158.750 roubos.

Na capital, 3,6% dos casos geraram inquéritos, somando os abertos por todas as delegacias distritais e os originados por prisões em flagrante registradas na Central de Garantias (CG-Norte) e na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), do Centro.

No interior, 11% dos crimes de roubo terminaram em inquérito, no período.

O que dizem os candidatos ao governo do estado

Wilson Witzel (PSC): “A Polícia Civil será equipada e estruturada por meio do modelo de força-tarefa, a exemplo da Operação Lava-Jato, para investigar e combater a lavagem de dinheiro que financia o crime.”

Eduardo Paes (DEM): “Precisamos investir na integração entre inquéritos eletrônicos e processos criminais; também é preciso investir no treinamento dos policiais para investigar corrupção e lavagem de dinheiro.”

Fonte: O GLOBO

 

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