BNDES terá perdas no balanço financeiro

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) precisa receber aproximadamente R$ 2 bilhões em pagamentos atrasados de Cuba, Venezuela e Moçambique. Embora tenham garantia do Tesouro Nacional, os atrasos exigem provisionamento para perdas no balanço financeiro da instituição de fomento. O estrago nos resultados do terceiro trimestre, que serão divulgados nesta quarta-feira (14), poderá ser bilionário.

Venezuela – O país vizinho tem cerca de RS$ 1 bi  de pagamentos da dívida em atraso com o BNDES. A Venezuela começou a atrasar os pagamentos ao BNDES em setembro do ano passado. A parcela devida naquele mês foi paga apenas em janeiro deste ano.

O maior empréstimo na Venezuela, de RS$ 3,3 bilhões, foi firmado no fim de 2010, destinado às obras de uma fábrica da Usina Siderúrgica Nacional, tocada pela Andrade Gutierrez, empresa a qual teve executivos condenados pela Lava Jato.

Moçambique – A dívida do país no início do ano, era por volta R$ 609 milhões. Moçambique começou a atrasar os pagamentos em novembro de 2016.

Um dos empréstimos que não foram pagos foi o financiamento de RS$ 472 milhões para a construção do Aeroporto de Nacala, no norte do país, a cargo da Odebrecht. A obra virou um elefante branco no fim do ano passado, o terminal operava com 4% da capacidade de 500 mil passageiros por ano. A obra é suspeita de fazer parte de um esquema de lavagem de dinheiro.

Cuba – Já no caso de Cuba, as dívidas em atraso, desde junho, somam RS$ 270 milhões.

O destaque nas operações para Cuba é o empréstimo de US$ 682 milhões, contratado em cinco operações entre 2009 e 2013, para o Porto de Mariel, a 45 quilômetros da capital, Havana. As obras foram tocadas pela Odebrecht e foram inauguradas em janeiro de 2014, com a presença da então presidente Dilma Rousseff.

Fonte: Estadão

Compartilhe essa notícia!

Deixe uma resposta