Neste sábado, dia 13, é lembrado em todo o Brasil o dia da Abolição da Escravatura, um marco na história do país no que se refere ao ato de libertação de todo um povo aprisionado em um sistema opressor. Para lembrar a data, a vice-prefeita Fátima Lima e o gerente de Promoção da Igualdade Social, Walmiro Fabiano, fizeram um balanço dos trabalhos em prol da igualdade racial que a prefeitura vem realizando desde janeiro, com destaque para a criação do Consórcio Intermunicipal de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial, que tem como objetivo reduzir as desigualdades existentes no que se refere à população negra, indígena, quilombola e cigana na região do Médio Paraíba.

Segundo a vice-prefeita Fátima Lima, a data em alusão a Abolição da Escravatura não deve ser comemorada, mas sim lembrada para se fazer uma reflexão. “É importante lembrarmos o que aconteceu antes, durante e depois da abolição. Entendemos que se fossem desenvolvidas políticas de promoção da igualdade naquela época, era bem provável que as desigualdades racial, social e econômica atuais seriam menores, e com possibilidade de erradicação mais rápida do que o contexto que estamos inseridos atualmente. A luta contra todo tipo de desigualdade deve ser travada hoje para que no futuro, cada indivíduo compreenda, respeite, promova, e em conjunto enxergue a igualdade”, revelou.

O gerente Walmiro Fabiano informou os maiores obstáculos na luta pela igualdade na região Médio Paraíba e também em Barra Mansa. “As cidades de Barra Mansa, Resende, Valença e Volta Redonda tinham, em 2010, um quantitativo menor de negros alfabetizados residentes em relação aos brancos. Constatamos também que as cidades de Barra do Piraí, Itatiaia, Pinheiral, Piraí, Porto Real e Quatis tinham, em 2010, o quantitativo maior de negros alfabetizados, visto que nestas cidades a população negra residente é maior em relação aos brancos”, revelou, acrescentando que em Barra Mansa 48% da população é negra e o Brasil é o segundo país do mundo com o maior número de negros, ficando atrás somente da Nigéria.

Walmiro também falou que dificilmente os negros exercem cargos de chefia. “A maioria dos negros empregados em Barra Mansa é formada por funcionários, não estando enquadrados em cargos de chefia ou empreendedores. A gestão do atual prefeito vem realizando ações para que esses índices diminuam, fazendo uma política transversal, com a participação de todos os órgãos governamentais”, concluiu.

Foto: Paulo Dimas

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