Acervo do Museu Nacional abrigava aproximadamente 20 milhões de itens

Foto capturada pelo O GLOBO de um dos meteoritos sobreviventes

De acordo com alguns funcionários, dois meteoritos resistiram às chamas, entre eles, o Bendegó, o maior já encontrado em solo brasileiro. A rocha foi encontrada no Sertão da Bahia em 1784, com peso aproximado de 5,4 toneladas. Estima-se que ela tenha 4,5 bilhões de anos e foi levada ao Rio a mando do imperador Dom Pedro II em 1888.

Oriunda de uma região do Sistema Solar entre os planetas Marte e Júpiter, o meteorito é o 16° maior já encontrado no mundo.

José Luiz Pedersoli Júnior, químico e especialista em gestão de risco e patrimônio cultural, acredita que as rochas devem sobreviver ao incêndio. “O meteorito não é um material combustível, ou seja, ele não reage ao oxigênio do ar e não responde ao processo de combustão. Ele já entra na atmosfera pegando fogo. Então, o que tinha para ser queimado nele, já foi”. Ainda de acordo com o químico, outros materiais do acervo, feitos de vidro e cerâmica, podem ter sobrevivido ao fogo, pois também não são combustíveis. Entretanto, peças do tipo podem ter quebrado ou sido danificadas pela fuligem.

Os três andares do Museu Nacional fundado em 1818 por D. João VI e desde 1946 vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), abrigavam um acervo de 20 milhões de itens, incluindo documentos do Império, artefatos greco-romanos, fósseis e a maior coleção egípcia da América Latina. A direção do museu ainda não sabe quais outras peças, resistiram às chamas ou foram salvas antes de o fogo consumir o museu.

Fonte: Veja

 

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