Segundo cientistas, o corpo celeste pode ter tido períodos em que organismos simples poderiam sobreviver na sua superfície

De acordo com um estudo publicado em 23 de Julho pela revista especializada “Astrobiology”, as condições na superfície do satélite foram suficientes para suportar formas de vida simples logo em seus primórdios e em outra época de habitabilidade há 3,5 bilhões de anos durante um pico na atividade vulcânica.

Dirk Schulze-Makuch, astrobiólogo da Universidade Estadual de Washington e Ian Crawford, professor de ciências planetárias da Universidade de Londres, Reino Unido, dizem que grandes quantidades de gases voláteis superaquecidos, incluindo vapor de água, foram liberados da Lua. Esse processo poderia ter formado “piscinas” de água liquida na superfície e uma atmosfera densa o suficiente para mantê-la lá durante milhões de anos.

“Se água em estado líquido e uma atmosfera significativa estava presentes nos primórdios da Lua e por longos períodos de tempo, achamos que a superfície lunar também pode ter sido temporariamente habitável”, explica o astrobiólogo.

Uma equipe internacional de cientistas descobriu centenas de milhões de toneladas de gelo no satélite natural da Terra entre os anos de 2009 e 2010. O corpo celeste também teria tido um tempo o qual um campo magnético o protegeu da mortal radiação solar.

Os especialistas não conseguem afirmar se a vida apareceu na Lua de alguma forma ou se desenvolveu na mesma. Segundo Schulze-Makuch, é provável que meteoritos possuindo organismos simples como as cianobactérias tenham sido expulsos da superfície da Terra e chegado à Lua. Entretanto, a confirmação dessa hipótese depende de um agressivo programa de exploração do satélite. Ainda, conforme o cientista, uma linha de investigação promissora para qualquer futura missão espacial seria obter amostras de depósitos do período de maior atividade vulcânica para analisar se era viável conterem marcadores de vida. Experimentos na Terra e na Estação Espacial Internacional também seriam necessários para verificar se micro-organismos seriam aptos à sobrevivência nas condições ambientais que acreditam terem existido na Lua.

Fonte: Jornal O Globo

Créditos da Imagem: https://www.vix.com

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