Hospital deve R$ 17 milhões ao município, que manteria o hospital funcionando durante a transição para a empresa que será escolhida pela CSN

A Prefeitura de Volta Redonda informou, em nota à Imprensa assinada pelo prefeito Samuca Silva (Podemos), que o município se ofereceu para que o município assuma as operações médico- hospitalares do Hospital Vita, somente durante o período de  transição entre a saída do Vita e a efetiva instalação da nova empresa. De acordo com a nota, a intenção é evitar que a população de Volta Redonda seja prejudicada durante a mudança de gestão, considerando que a CSN já confirmou que há empresas interessadas em assumir o hospital e deixou claro que não tem intenção de adquiri-lo.

“Mesmo se tratando de duas empresas privadas, a prefeitura tem o maior interesse que essa questão se regularize o quanto antes, até porque, mesmo se tratando de atendimento para planos privados, o encerramento das atividades do Hospital Vita, certamente terá reflexos nas estruturas da Saúde Pública de Volta Redonda. Não há, nesse caso, interesse do município, de adquirir esse hospital”, afirma a nota.”O que há por parte do município é a preocupação com a saúde da população de Volta Redonda e também com os empregos dos mais de 500 profissionais da área da saúde que prestam serviços ao Vita. Tanto sociedade, quanto os funcionários, tem que ter seus direitos e postos de trabalho preservados”, acrescenta a declaração da prefeitura.

A prefeitura também destacou que “nas últimas semanas, as questões judiciais envolvendo as empresas privadas, CSN e Hospital Vita, têm preocupado vários segmentos da sociedade. Representantes de classes, de empresas, do legislativo e do governo têm buscado soluções não traumáticas para a sociedade o mais rápido possível”.

Outro motivo para a prefeitura ter interesse no caso é que o Hospital Vita tem dívidas de R$ 17 inscritas na dívida ativa do município, com parte do montante ainda em discussão, além de outros valores que foram parcelados. “Diante desse quadro, o executivo já se colocou a disposição de colaborar com o diálogo na intermediação desse conflito que tem temas, já sendo discutidos na esfera judicial, mas também a situação social e essa é a nossa maior preocupação”, afirma a nota.

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