Professora foi agredida na Escola Municipal Luiz Marinho

Na última terça-feira (9), uma professora foi agredida pela mãe de um dos seus alunos na porta da Escola Municipal Luiz Marinho Vidal, em Piraí.

De acordo com a diretora, Claudia Santos de Barros Fraz, a professora, chegava para trabalhar quando foi agredida pela mãe de uma aluna de 9 anos e estuda no 4º ano. Ela teria chamado a atenção da estudante no dia anterior, por causa de uma discussão com uma colega em sala de aula. O marido da mãe também se envolveu.

“A mãe ao visualizar a professora, já começou a gritar com ela e segurou, bateu, puxou muito o cabelo dela. Um dos funcionários que presenciou a situação, ao tentar separar a mãe da profissional, (…) o pai da criança segurou o profissional para que não o fizesse. Graças a Deus ele conseguiu segurar e a professora conseguiu sair da situação”, contou.

Sindicato dos Professores se manifestou

“Isso nos deixou muito tristes, porque nós somos totalmente contra a violência. O educador quer ensinar, quer mostrar o melhor caminho para o jovem. Não isso, não a violência”, afirmou a coordenadora geral do sindicato dos professores do município

Uma reunião realizada na quarta-feira (10) com direção da escola, o sindicato e a Secretaria Municipal de Educação decidiu que a menina vai continuar na escola. “Ter cautela e prudência. A gente tem o ECA [Estatuto da Criança e do Adolescente] e vamos conversar com o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente para que a gente não haja precipitadamente, sabendo que é uma criança, de 9 anos”, a secretária de Educação, Sandra Gomes Simões.

De acordo com amigos, a professora trabalha na escola há três anos e nunca tinha passado por nenhuma situação parecida. Depois desse episódio, apesar do amor pela profissão, ela confidenciou a amigos que ainda não sabe se vai voltar a dar aula. A professora recebeu mensagens de apoio em cartazes fixados na porta da escola.

“Você imagina, a gente é professora. Sai com várias coisas, bolsa, mochila, e ela tava com tudo isso na mão. Ela não pode nem se defender. Ela ficou chocada”, lamentou a professora, Sinuê Oliveira Rocha.

O caso foi registrado na 91ª Delegacia de Polícia.

Fonte: G1

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