Novo espaço recebeu quatro moradores que serão acompanhadas durante 24 horas e são egressos do Hospital Psiquiátrico que funcionava em Quatis

A Prefeitura de Itatiaia, por meio da Secretaria de Saúde, inaugurou na segunda-feira (22), a primeira Residência Terapêutica da cidade, localizada no Bairro Vila Odete. A casa recebeu quatro pacientes do município, sendo três homens e uma mulher, que estavam internados no Hospital Psiquiátrico que funcionava em Quatis. O custeio de cada residência será feito com recurso do Governo Federal e do município.

A Residência Terapêutica, regulamentada pelo Ministério da Saúde, é uma estratégia para desospitalização e tem por objetivo abrigar pacientes egressos de hospitais psiquiátricos com longo período de internação e que perderam os vínculos familiares, resgatando a autonomia, cidadania e identidade dos pacientes.

– Essa é a primeira residência terapêutica da cidade e representa para eles a reconquista de espaço, pois após muitos anos de internação eles tem o vínculo familiar fragilizado. Os quatro poderão reconquistar a autonomia, estar mais próximo dos familiares e serem inseridos novamente no convívio social. A casa tem grades na janela por questão de segurança e não por causa deles, pois nesse modelo de atendimento os pacientes podem sair de casa livremente. Agora eles tem a própria casa, esse é o lar deles! – explicou a Coordenadora do CAPS de Itatiaia, Aline Siqueira.

Na casa, os moradores são acompanhados durante 24 horas por cuidadores / enfermeiros e desenvolvem tarefas cotidianas como limpeza, organização da casa e alimentação. Eles serão acompanhados ainda por uma equipe multidisciplinar do Centro Atenção Psicossocial (CAPS) de referência.

 

 

– Essa casa é um ganho muito grande para cidade e é muito importante para que eles tenham condições de conviver conosco. Quatis não é tão perto e eu só conseguia ir umas duas vezes por semana, mas agora vai ficar fácil visitá-los porque estão pertinho de nós. Sair de uma clínica para casa ajuda muito na recuperação e é bom que hoje minha irmã tem o espaço dela, e ela adora cuidar das coisas de casa – comentou Socorro Marculino, irmã da paciente Ana Paula.

 

Por Luana Vieira

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