Atividade foi praticada em ponte localizada na estrada BarraMansa-Quatis. Kits serão entregues no próximo dia 4

O grupo Nas Trilhas da Solidariedade, de Barra Mansa, se reuniu no último domingo para desenvolver mais um trabalho de compromisso, respeito e amor ao próximo. Através de uma mobilização pelas redes sociais, integrantes da equipe arrecadaram cadernos para serem doados a crianças de comunidades carentes. A inovação, no entanto, ficou por conta do rapel solidário praticado pelos doadores na estrada que liga o município a Quatis.

Segundo o responsável pelas atividades sociais do grupo, Alexandre Campos, o Xandão, no próximo dia 4, os 130 kits escolares, contendo dois cadernos brochura, dois lápis, duas canetas, uma régua, um apontador e um jogo de caneta hidrográfica, serão distribuídos a uma comunidade de Barra Mansa. “Agradecemos a todos que ajudaram nesta ação, inclusive alguns lojistas, os grupos Maluquetes da Alegria e o VRT, representantes do vôlei e do futebol de Barra Mansa e da ginástica de trampolim de Piraí”, disse.

O grupo Nas Trilhas da Solidariedade tem como objetivo desenvolver ações solidárias a fim de minimizar os impactos causados pelo desequilíbrio social existente no Brasil. É o que detalha  a responsável pelo esporte de aventura da equipe, Fernanda Lúcia Paulino. “A ajuda é mútua, pois ganha quem recebe o material, mas também quem doa e tem a oportunidade de superar seus medos e indecisões diante de um desafio como o rapel”, revelou.

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SEGURANÇA – A adrenalina da aventura não ficou por conta apenas do rapel, afinal para se chegar até o ponto específico da modalidade esportiva foi necessário enfrentar estrada esburacada, barro e a escuridão de um túnel ativo com um quilometro de extensão. Com auxílio de lanternas e dos próprios celulares, os rapeleiros cumpriram com animação cada etapa do desafio. Na ponte, o instrutor e professor universitário Cássio Martins aguardava o grupo com todo equipamento de segurança individual exigido pelo esporte.

A maior parte do grupo viveu sua primeira experiência com as alturas, cordas e pontes. A pedagoga Érica Martins foi uma delas. Ela veio com o marido, o corretor de imóveis Lúcio Mauro e o filho de 13 anos, Téo. “Foi uma das sensações mais maravilhosas que partilhei na minha vida. É um misto de medo, ansiedade e superação. Vou levar esta experiência para toda vida”, disse.

A sensação de liberdade proporcionada pelo rapel foi o que mais agradou a jornalista Jane Portella. “O frio na barriga é indiscutível, mas o rapel te dá aquela sensação de autonomia. É Deus e você no controle da situação. Simplesmente inesquecível”.


O ESPORTE 
–  O rapel é uma atividade vertical praticada com uso de cordas e equipamentos adequados para a descida de paredões e vãos livres, bem como outras edificações.

O rapel pode ser praticado por qualquer pessoa, a partir dos 8 anos de idade, devidamente autorizada pelo responsável, caso seja menor de idade, e que não possua histórico médico de epilepsia ou problemas cardíacos.

Fotos: Jane Portella/André Bock

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