Oftalmologista dá dicas sobre como prevenir a inflamação e quais as formas de tratamento

Os casos de conjuntivite tiveram um aumento em Barra Mansa. Segundo a gerente de Urgência e Emergência da Secretaria de Saúde, Fernanda Chiesse, em fevereiro foram registrados na UPA (Unidade de Pronto Atendimento), no Centro, 179 atendimentos pela doença, já no período de 1º a 27 de março, foram 1401 casos, um aumento de 683%.

A conjuntivite é uma doença ocular que causa inflamação da conjuntiva, uma membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular e a parte interna das pálpebras. Costuma durar entre 07 e 10 dias, geralmente não causa sequelas e é bem frequente no verão.

O oftalmologista Alvaro Salles, explica que os principais sinais e sintomas da conjuntivite são: ardência, olhos vermelhos, coceira, pálpebras inchadas, saída de secreção, visão borrada, dificuldade em abrir os olhos e eventualmente dor e sensação de areia nos olhos. A orientação é que no aparecimento de um desses sintomas o morador vá até a unidade de saúde mais próxima de sua residência para o diagnóstico médico e indicação de um tratamento. “O tratamento pode ser feito com compressas frias para diminuir a dor e irritação, limpeza dos olhos com soro fisiológico e lenço de papel descartável, além de uso de colírios”, destacou dizendo que o cuidado especial com a higiene também deve ser redobrado para evitar a evolução da infecção.

Alvaro ressalta que o aumento está ligado a um vírus que grande parte da população não teve contato prévio, que se propaga facilmente, principalmente pelo contato direto com pessoas e objetos contaminados. Segundo ele, manter as mãos higienizadas e longe dos olhos é a melhor maneira de evitar o contágio e a transmissão da doença. “É importante também evitar aglomerações, não utilizar lentes de contato durante o período de tratamento, não compartilhar toalhas, colírios, rímel, delineadores ou outro produto de beleza e trocar fronhas com frequência”, completou o oftalmologista.

A conjuntivite não era doença de notificação compulsória, mas desde a última quarta-feira, dia 21, a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro orientou os municípios para que as secretarias notifiquem sobre os casos de conjuntivite a fim de contabilizar e identificar municípios com possível surto da doença.

TIPOS DE CONJUNTIVITE – Existem três tipos mais comuns de conjuntivite: alérgica, viral e bacteriana. A conjuntivite alérgica não é transmissível e acontece quando os olhos entram em contato com alguma substância como pó, mofo, pelos de animal, entre outros e o indivíduo é alérgico a esta substância.

A conjuntivite viral é a forma mais comum e, geralmente, é causada por um vírus conhecido como adenovírus. Esse é o tipo de conjuntivite mais transmissível e as pessoas podem se infectar por meio de secreções oculares. Se o paciente encostar nos olhos e logo após tocar em algum objeto e outra pessoa também utilizar o mesmo objeto, ela pode ser infectada.

A conjuntivite bacteriana é bem menos comum do que a viral. A transmissão se dá através do contato entre secreções, sendo que uma delas precisa estar contaminada. Na conjuntivite bacteriana é necessário o contato pessoal para que a transmissão seja feita. Dividir toalhas e roupas de cama pode ser um fator de risco.

Deixe uma resposta