Com a paralisação dos caminhoneiros no quinto dia, uma atualização sobre os reflexos no agronegócio em Barra Mansa, no Sul do Rio de Janeiro, e cidades próximas foi divulgada. Segundo os dados da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio de Janeiro (Emater-Rio), aproximadamente 520 mil litros de leite têm sido descartados ao dia desde o início da greve, o que representa uma perda diária para o setor de cerca R$ 780 mil.

De acordo com a Emater, esse número tem como base a soma da produção de quatro das principais indústrias lácteas da região: Cooperativa Agropecuária de Barra Mansa, Lactalis, Nestlé e Associação dos Produtores Rurais de Santa Rita de Cássia. A Cooperativa Agropecuária de Nossa Senhora do Amparo, até o momento, não registrou perdas.

A cooperativa de leite de Barra Mansa informou que atende a esses produtores rurais, por causa dos bloqueios, a cooperativa está sendo impedida se efetuar a coleta. “Como é um produto perecível, acaba tendo que ser descartado pelos trabalhadores”, disse o gerente da cooperativa, Fábio Meireles. A fábrica é responsável pelo envase do leite de caixinha, chamado UHT (ultrapasteurizado), também conhecido como leite longa vida. Ela está parada desde quarta-feira (23). São 25 mil litros de leite que deixam de ser embalados por hora.

Problema afeta produtores de hortaliças

No distrito de Santa Rita de Cássia, em Barra Mansa, um dos principais distribuidores de hortaliças da região, os 137 produtores também não estão conseguindo trabalhar. De acordo com a Associação de Produtores Rurais de Santa Rita de Cássia, o bloqueio nas estradas impede a distribuição de, aproximadamente, 20 toneladas de alimentos ao dia, um prejuízo diário de R$ 80 mil.

São milhares de hortaliças, verduras e legumes que não chegam ao destino. O problema também acaba refletindo nos mercados e restaurantes.

Sindicato Rural de Barra Mansa classifica situação como preocupante

Apesar de favorável à manifestação dos caminhoneiros, o Sindicato Rural de Barra Mansa classifica a situação como preocupante. “Apoiamos a greve e a luta dos caminhoneiros, mas, ao mesmo tempo, estamos apreensivos. Essa pressão por mudanças no cenário político, apesar de necessária, causa um impacto muito grande no agronegócio, com perdas na produção e na comercialização, além de colocar os animais em risco, porque, com a paralisação, já começa a faltar ração para alimentá-los”, disse, através de nota, Adilson Delgado Rezende, presidente da entidade.

Fonte: G1

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